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A minha recruta! Carlos Manuel Silva

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  A minha recruta! Apresentei-me, como voluntário, em Março de 62, no Corpo de Marinheiros do Alfeite, para ser submetido a inspecção médica e curricular, sem a qual não poderia ingressar na Armada Portuguesa. Tendo sido apurado, fui para a Escola de Fuzileiros, em Vale de Zebro, Palhais, no concelho do Barreiro, onde começaram a fazer a sua recruta os escolhidos para fazer parte do quadro de Fuzileiros. Depois da inspecção, aqueles que não eram seleccionados para fuzileiros, cerca de dois terços, seguiam para a Escola de Alunos Marinheiros, em Vila Franca de Xira, onde eram ensinados em todas as artes necessárias à navegação. Eu sou um de 4 irmãos que foram para a Marinha, os dois mais velhos foram para os fuzileiros, enquanto que os dois mais novos foram para a Escola de Alunos, por já ter terminado a Guerra Colonial e não serem precisos mais fuzileiros. Um saiu "Manobra" (na Marinha Mercante chamam-se "Moços de Convés) que são aqueles que auxiliam nas manobras, de tod...

COMO É O CÉU MÃE ?!

COMO É O CÉU MÃE ?! Minha mãe, foste e nunca mais vieste!  Sentes-te bem aí em cima? Estás na companhia de Deus, por isso tu lutaste! Olha mãe, cá em baixo meio mundo anda zangado! Com quem! Como o outro meio, assim andamos todos na luta! Nem vais acreditar no que te vou contar! Lembraste quando tinhas os teus filhos, eram pequenos, e ainda nem todos andavam por cá, havia uma grande guerra! O teu primeiro filho barão tinha à volta de 17 meses, quando resolveram fazer as pazes ao fim de 4 longos anos. Lembro-me de tu contares que ías pelo meio dos campos buscar uma raza de milho aos lavradores, para fazer pão em nossa casa, era a avó que o fazia, não era! Pois vou-te dizer, estamos outra vez em guerra, agora é o Put** da Rússia, que quer tudo e mais alguma coisa. Lembraste de alguém dizer que o terceiro segredo de Fátima era a conversão da Rússia, grande treta, mas tu agora aí em cima podes tirar isso a limpo! Sabes mãe, o mundo é redondo, mas havemos de ter sempre u...

16429_MARINHEIRO_FUZILEIRO!

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O 16429 Marinheiro de guerra, a prestar serviço em Moçambique. Na base naval de Metangula, foi onde passou uma parte bonita da sua vida, que nunca mais ficou esquecida. Conhece o lago como poucos, tantas foram as vezes que com os seus colegas foram atrás dos guerrilheiros da Frelimo, tempos que defender a Pátria portuguesa fazia parte do seu dia a dia. Na Base Naval de Metangula era onde fazia o seu quartel general, mas o lago era onde mais gostava de trabalhar, nadar e ver as belas mulheres naturais do Lago. Foi uma parte da sua vida, vivida ali, em Metangula, no meio de gente boa, como hoje ainda recorda e fez belas amizades por lá e por cá até que se lembrou, já lá vão uns anos de constituir o Grupo os Amigos de Metangula no facebook, onde se podem contar histórias de outros tempos e trazer à memória nos dias de hoje, situações vividas na primeira pessoa na década de 60. A sua ligação ao lago era mais que muita, todos os dias patrulhava grandes áreas no seu bote semirígido da marinh...

Marinheiro 2!

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MARINHEIRO 2 Dia de aniversário dos 18 anos, estava na inspeção militar para ingressar na Marinha de Guerra portuguesa. Veio a acontecer em abril de 1962 e em julho juramento de bandeira; ficou com o número 16429 da CF2- Companhia de Fuzileiros 2. Selecionado de entre muitos começa aqui uma grande jornada de muito trabalho, mas também muita felicidade por mares e terras nunca dantes navegados. A seguir ao juramento de bandeira, a CF2 foi selecionada para ir ajudar na defesa das nossas colónias, neste caso Moçambique ( a CF1 foi para Angola). A sua primeira grande viagem foi Lisboa-Lourenço Marques( Maputo) transportado num avião da FAP-Força Aérea Portuguesa. Chegado a Moçambique ficou com os seus camaradas de armas na Estação Rádio Naval da Machava, onde tiveram que fazer as suas próprias instalações para albergar os 150 elementos da CF2. O terrorismo começou em 26 de setembro de 1964; já de malas feitas para regresso á Metrópole, mas quis o destino que fossem enviados para Metangula,...

MARINHEIRO 1; CF2; 16429; MANALIVA

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Esta crónica será dividida em quatro capítulos, devido ao volume de informação. A duas mãos ( JAS e MAS ) Capitulo um Manuel Alves da Silva, Nasceu em 9 de março de 1944, em Macieira do concelho de Barcelos, sendo o primeiro barão numa família de 12 irmãos. Nos anos de 55/59 fez a escola primária em Macieira-Barcelos, depois ingressou no colégio Imaculada Conceição Cernache - Coimbra, com o número 57. Ao fim de quatro anos neste colégio e muitas traquinices para não chamar outra coisa resolveu abandonar a carreira inicial do sacerdócio e entrar no colégio D. Nuno na Póvoa de Varzim. Foi viver para a rua 1º Maio, onde veio a conhecer uma menina de seu nome Mila de Fão, que depois de um namoro rico, mas por vezes atribulado deu em casamento. Deste vieram a nascer 2 filhos e três netos, família esta que tem no pai e avô um grande farol. No ano de 59/60 concluiu o ensino secundário no colégio D. Nuno, ingressando pela primeira vez no mundo do trabalho na fábrica Balfar, onde esteve muito p...
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  Três manos, da esquerda para a direita_ Prazeres, David Silva e Eu ( José Silva), desejamos um bom dia a quem por cá passar.

Mãe Rita

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A minha mãe chamava-se Rita Alves de Sousa. Nasceu no dia 12 de junho de 1916 em Rio Mau concelho de Vila do Conde. Com sete anos apenas foi trabalhar, para ajudar no sustento da família que não era grande. Foi tomar conta e fazer companhia de uma senhora de idade de seu nome Maria Luísa da freguesia de Macieira/Barcelos. Anos mais tarde viria a conhecer e casar com António de Oliveira e Silva, pai dos seus 12 filhos, e eu agora, sou só o mais novo. Teve 7 rapazes e 5 raparigas, todos fortes e com ânsia de fazer a sua própria história. Mais tarde depois de se formar em costura, montou na sua própria casa uma escola de costura, para onde iam aprender alunas das quais saliento as mais conhecidas: Celeste do Jerónimo, Maria do Souto, Avelina Boucinha, Ermelinda Salvador, Virgínia do Velho, Ana Caseira, Ana Figueireda, filha da minha madrina Virgínia Figueireda, entre outras. Aqui fez-se muita roupa de todas as formas, feitios e ocasiões. Depois eram os rapazes, os meus manos que iam levar...

A Ritinha e a Rita da Eusébia!

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A Ritinha era uma miúda de génio, não era fácil de assoar! A Sr.ª Sofia, em casa de quem a Ritinha morava com a sua mãe, era tratada apenas por Sofia e quando lhe chamavam a atenção para o respeito que era devido aos mais velhos, ela respondia que a velhota também lhe chamava Rita e mais nada e, portanto, não merecia um tratamento diferente daquele que lhe era dispensado. Respeite para ser respeitado, deveria ser o que lhe passava pela jovem cabecinha de uma criança com a idade de +/- 4 anos. Filha de mãe solteira, nasceu na freguesia de S. Cristóvão de Rio Mau, concelho de Vila do Conde, onde a sua mãe trabalhava como criada de servir, desde os 20 anos, depois de um primeiro trabalho do mesmo género na freguesia de Paradela que foi o primeiro após abandonar a casa dos seus pais, na freguesia de Barqueiros do concelho de Barcelos, por volta dos 16 anos. O pai da Ritinha era um de três irmãos, filhos de João José de Sousa, que da freguesia de Rio Covo, Santa Eulália, que vieram para a P...

Os meus netos

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  Espera texto Clara Alves da Silva Clisson 30 de Março de 2016 Almoço em Tomar em 2014 Vasco Alves da Silva xxxxx 27 de Abril de 2022 Rita Alves da Silva Clisson 8 de Agosto de 2022

História de um menino

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  História de um menino Corria o ano de 1957, e no lugar do Outeiro uma mãe dava à luz mais um seu filho querido, era o seu décimo herdeiro. Em 1961, com quatro anos apenas, este menino mudou-se com toda a sua família para Touguinha. Aos sete anos entra para a escola primária da aldeia e no meio de tantos meninos, foi aqui que aprendeu a ler. Aos onze anos vai estudar para Vila do Conde, dos seus colegas ninguém o acompanhou Passados dois anos de quinta e sexta classe o menino queria aprender alguma técnica, mas por engano foi inscrito no curso geral dos liceus. Este menino com apenas 13 anos, já sabia o que queria prá sua vida, era estudar numa escola técnica e foi isso que fez de imediato, anulou a matrícula na escola Rocha Peixoto onde alguém o escrevera e bora para a novíssima escola Técnica de Vila do Conde. Passados três lindos anos a estudar, bora trabalhar que os seus irmãos também trabalham e foi ele próprio arranjar o seu primeiro emprego, neste caso no Cels...

Catarina Santana

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37 anos de vida, e que vida! Nasceu em 14 de outubro de 1986. É mesmo de Touguinha, nascida e criada.   É a filha mais nova da minha mana Prazeres e do José Santana. É irmã do Bruno e do Artur Santana. Esta menina na flor da idade, profissionalmente é uma grande mulher, senão vejamos o seu percurso profissional! Muito cedo foi aturar os meninos dos outros, estou é claro a referir-me aos tempos em que era funcionária da creche do centro de Touguinha. Depois de uns anos achou que podia voar mais alto as suas asas bateram, bateram e foi ter à porta do Colégio S. José em Vila do Conde, onde andava a sua primaça Clara e agora onde anda também a Rita. Neste colégio toda a gente gostava da sua energia, onde ela meter as mãos, nada fica na mesma. Era levar os meninos à escola, à praia, à piscina e eu sei lá aonde mais. Mas estar sempre no mesmo lugar não faz o género desta minha sobrinha e toca de dar corda aos sapatos e onde é que ela está agora, imaginem! Na Associação Hu...

Aires Alves da Silva

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Marinheiro 7599 /78 alistou-se na Marinha Guerra Portuguesa. Era o meu mano mais novo, infelizmente já não entre nós. No seu tempo de militar já não havia a guerra das ex-Colónias e como tal fez a recruta em Vila Franca de Xira na Escola Alunos Marinheiros e aí permaneceu durante toda a vida militar. É claro que não teve uma vida militar longa, como os nossos dois irmãos mais velhos, dois marinheiros/ fuzileiros com vida aqui e além mar, no ultramar como se dizia na altura. O terceiro marinheiro da família era o meu mano mais novo e tirou a especialidade de eletricista onde desempenhou com toda a dignidade a função de electricista dia no seu quartel de Vila Franca de Xira. A vida foi madrasta para este meu mano e por isso viveu tão pouco tempo, que nem tempo teve para criar os seus três filhos. Faleceu de doença, quando a sua filha mais nova a Mariana, tinha só seis anos de idade. Só mais uma lembrança deste meu mano, era um técnico de excelência na arte das electrónicas ...

SE O CÉU FOSSE PERTO

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  Se o céu fosse aqui ao lado, ia visitar-te, para te abraçar como nunca te abracei! Mãe, o Céu é muito lindo e acredito que deves estar em boa companhia, da minha parte nunca estarás sozinha...isso prometo! Esta noite vou olhar o Céu! Noto que está mais brilhante, e talvez aquela estrela mais reluzente que olha para mim, sejas tu minha Mãe! Eu sei que vais iluminar a vida da tua família. Fica com o meu sorriso, com a minha presença… Se pudesse tocar o céu, com as minhas palavras...   Acredita que escreveria as mais bonitas, as mais eloquentes, as mais sinceras. Faria com que as mais bonitas palavras fossem só para ti minha Mãe. As que escrevo para ti, são mesmo sentidas. Sabes se o céu ficasse à distância de um abraço, abraçar-te-ia com toda a minha energia, mas também com o meu silêncio. Com a saudade rasgada que tenho de Ti. Se o céu não fosse tão longe, talvez o meu peito sossegasse e talvez eu afogasse esta mágoa imensa de não te ter aqui e agora ao pé d...

Irmã Maria Alice Alves da Silva

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  58 anos de votos de consagração! A minha mana Alice Alves Silva, aos 21 anos resolveu mudar de vida e foi integrada nas Irmãs Auxiliadoras no monte Estoril. Foi na companhia de mais duas amigas de Touguinha, a Fernanda e a Rita. Depois de juntar o enxoval lá foram as três e adeus Touguinha, só mesmo de visita. O mundo dá muitas voltas e a minha mana lá foi ensinar os irmãos moçambicanos a ler as primeiras letras ainda no tempo em que Moçambique era uma colónia portuguesa. Depois da independência veio para a Metrópole passar uns tempos, mas a terra quente de Moçambique a chamava e ela lá foi depois da independência novamente mais uns anos. Esta mana dedicou a vida a ajudar os outros, ação meritória e sempre foi para onde fazia mais falta, de colégio em colégio fez um pouco de tudo e eu sempre acompanhei o seu percurso com gosto. É uma pessoa que se dedica demais às causas que abraça e sempre vai continuar assim tanta é a energia que tem. Esteve por duas vezes em Moçambique e no no...

David Silva!

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  David Alves da Silva, N_1491/68 segundo grumete recruta com apenas 18 anos ingressou na MGP- Marinha de Guerra Portuguesa como voluntário.Terminou a recruta em 20 de dezembro do mesmo ano e a partir daqui estava pronto para a guerra em qualquer província ultramarina portuguesa. Estávamos em 7 de outubro 1968, e cá este rapaz, do ano de 1950, ruma a Lisboa, mais propriamente a Vila Franca de Xira. Ingressa na 1ª companhia do ano de 1968. A 2 de janeiro de 1969 rumou à escola de fuzileiros de Vale do Zebro/ Barreiro, terminando a especialidade a 7 abril de 69. Em 21 de abril 69 fio selecionado para o curso de fuzileiros especiais, com duração de 4 meses, terminando em 9 agosto de 1969. Em setembro rumou ao Alfeite, força de fuzileiros do continente, onde formou o destacamento de fuzileiros especiais N 11, que parte de Lisboa em 31/10/60, rumo a Moçambique, terra banhada pelo Índico, com uma paragem em Luanda- Angola para deixar várias companhias de tropas de todos os ramos. A vi...